Quem disse que brincar é coisa de criança?

O tempo passa e vamos desaprendendo a brincar, a correr, saltar, agachar e arremessar. Mas pela necessidade, seja estética ou de saúde, a vida adulta nos leva para a academia. Será que só porque envelhecemos perdemos o direito de nos exercitar brincando? Aprenda a importância de brincar na atividade física!

Não interessa se a atividade é planejada para adultos, adolescentes ou crianças, a melhor forma de entregar uma melhor experiência e aumentar o engajamento dos alunos é por meio da diversão.  Ainda mais quando pensamos no contexto atual, em que o tempo é escasso, o momento do exercício físico deve ser prazeroso e prover o bem-estar. 

O que é uma atividade lúdica?

O lúdico, muitas vezes, é confundido com o prazer e a satisfação livre e gratuita dos desejos e necessidades humanas. Porém, é preciso relativizar e desconfiar desse senso comum. O “lazer passivo”, como assistir TV e navegar pela internet, poderem ser mais fáceis e práticos fazer uma aula de FunFute, desenhar, ou jogar futebol, mas eles não oferecem as mesmas recompensas. 

Estudos demonstram que essas atividades de lazer passivo só são prazerosas e envolventes por cerca de 30 minutos e depois começam a drenar a nossa energia, criando o que os psicólogos chamam de “entropia psíquica”.  Enquanto as atividades em que estamos fisicamente e mentalmente mais ativos promove três vezes mais prazer do que assistir televisão (ACHOR, 2010).

Portanto, uma atividade lúdica é aquela capaz de dar mais atenção ao aspecto psicológico e social dos alunos com atividades que promovam a interação, colaboração, competição, desafios que vão além do físico, passam pelo cognitivo, e exigem do corpo humano nas suas dimensões materiais e físicas, e imateriais, emoções, criatividade, loucura, e ludicidade, e é aí que a experiência de qualidade acontece (PRADO, 2006). 

Como brincar na atividade física?

Para que exista um envolvimento maior durante as atividades o aluno deve ser ativo na atividade e ser desafiado de alguma forma em que seja necessário utilizar de criatividade, colaborar com os amigos e até competir para superar o desafio. 

Por exemplo, um exercício simples como um agachamento com salto, com um bola, se transforma em um cabeceio, com um desafio de acertar um alvo em uma corrida com os amigos se transforma em um jogo. 

Outros elementos que podem ser inseridos durante o aquecimento, e até nas sessões de treino:

  • Competição individual ou em grupos; 
  • Mudança da estabilidade corporal: ficar em um pé só, posição de caranguejo, fechar os olhos;
  • Usar a imaginação e a fantasia. Criar personagens dentro das atividades;
  • Comando e resposta com jogos cognitivos, como criar uma dissonância com direita e esquerda, comando de palmas, brincar com os nomes e memória; 
  • Interação com outros atletas para completarem um desafios em conjunto.

De fato, esses tipos de atividades são mais difíceis de serem aplicados dentro da musculação, por exemplo. Mas ainda bem que existe o FunFute! Não espere para ter apenas 30 minutos de verdadeiro prazer durante seu momento de lazer assistindo televisão.

Uma ambiente com convívio social (com o distanciamento correto, por conta da pandemia), atividades lúdicas, treino desafiador e intenso, e que ainda te dá muito resultado, energia e saúde para aproveitar a vida, é sempre a melhor opção de atividade física para incluir na sua rotina.

Você não está muito velho para brincar, você só ficou preso na frente da TV ou na musculação. 

Referências:
  • ACHOR, Shawn. O Jeito Harvard de Ser Feliz. SARAIVA EDITORA, 2012.
  • PRADO, Antônio Carlos Moraes. O corpo lúdico versus globalização no Esporte. Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v.20, p.197-99, set. 2006. Suplemento n.5.

 

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